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- Por onde começar: a situação real do candidato
- Planejamento e equipe enxuta
- Conhecer o eleitorado e o cenário político
- Mensagem, marca e slogan que o eleitor entende
- Ideias de campanha de rua e trabalho de base
- Ideias de campanha digital e redes sociais
- Materiais de campanha: o que comprar e o que evitar
- Como escolher ideias, materiais e ferramentas
- Tabela comparativa: custo, alcance e risco legal
- Checklist de campanha em 30 dias
- Erros comuns que desperdiçam verba e votos
- Perguntas frequentes
- Próximo passo
Por onde começar: a situação real do candidato
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A melhor ideia de campanha é a que combina o seu eleitor, o seu orçamento e as regras da Justiça Eleitoral. Se você é candidato novo, com pouco dinheiro e pouco tempo, isso vale ainda mais.
Antes de pensar em santinho, vídeo ou carreata, vale responder a duas perguntas simples. Elas evitam gastar verba em ideias bonitas que não trazem voto.
Qual é o seu número de votos necessário?
Olhe os resultados de eleições anteriores para o mesmo cargo na sua cidade ou região. A votação de quem foi eleito dá uma referência de onde você precisa chegar.
Quanto tempo falta até a eleição?
O prazo define o que cabe na sua rotina. Com seis meses, dá para construir rede de apoio. Com um mês, o foco é contato direto e mensagem simples.
As datas oficiais, como o início da propaganda e os prazos de registro, estão no calendário eleitoral publicado pelo TSE. Confira sempre a versão do ano da sua eleição.

Planejamento e equipe enxuta
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Uma campanha pequena funciona com poucas funções, bem definidas. Quando todo mundo faz de tudo, ninguém entrega nada.
- Coordenação: organiza a agenda e cobra as entregas.
- Comunicação: cuida da mensagem, do conteúdo e das redes.
- Finanças e prestação de contas: registra receitas e despesas desde o primeiro dia.
- Mobilização: reúne voluntários e organiza os contatos nos bairros.

A prestação de contas é obrigatória e segue resolução própria do TSE. Procure um profissional de contabilidade logo no início e confirme na norma vigente o que ela exige para o seu cargo.
Conhecer o eleitorado e o cenário político
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Sem dados do território, qualquer ideia vira palpite. O ponto de partida está em fontes públicas, como os resultados por zona e seção eleitoral divulgados pelo TSE e os dados demográficos do IBGE.
Com isso você descobre onde seus votos podem estar: bairros onde já tem rede, regiões com pouca presença de concorrentes e grupos que ninguém está ouvindo.

Faça também um mapa simples dos concorrentes. Anote propostas, presença local e temas que eles deixam de lado.
Como estimar a meta de votos?
Use a votação do último candidato eleito como referência e some uma margem de segurança. Depois divida a meta pelos bairros prioritários. É uma estimativa, não uma garantia, e deve ser revista ao longo da campanha.
Mensagem, marca e slogan que o eleitor entende
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Uma mensagem curta, ligada a um problema local, é mais fácil de lembrar do que uma lista de promessas. Pense em como o eleitor repetiria sua proposta para um vizinho.

- Nome de urna fácil de ler e de lembrar.
- Número de candidatura sempre visível.
- Slogan de poucas palavras, sem rodeios.
- Três prioridades que você consegue defender com exemplos.
Um teste simples: peça a cinco pessoas que expliquem sua proposta em uma frase. Se ninguém conseguir, a mensagem ainda está confusa. Evite prometer o que foge da competência do cargo, porque isso queima credibilidade.
Ideias de campanha de rua e trabalho de base
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O contato pessoal costuma ser a tática mais confiável em eleições locais, porque cria vínculo e custa pouco. Estas cinco ideias funcionam bem com equipe pequena:

- Conversa de bairro: escolha dois ou três pontos de circulação e converse com calma, anotando as demandas.
- Reunião na casa de um apoiador: peça que ele convide vizinhos e ouça mais do que fale.
- Visita a associações: procure associações de moradores, igrejas, clubes e cooperativas e ofereça um encontro de escuta.
- Mutirão de escuta: reúna voluntários para registrar os problemas do bairro em um formulário simples.
- Devolutiva: volte ao bairro e mostre o que ouviu e o que pretende fazer.
Antes de marcar eventos, carreatas ou o uso de bandeiras, confira as regras de horário e de local na legislação eleitoral e com o cartório da sua zona.

Ideias de campanha digital e redes sociais
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O digital amplia o alcance, mas exige rotina e respeito às regras de propaganda. Quatro ideias simples:
- Vídeos curtos: um vídeo, uma proposta, uma frase clara.
- Lista de transmissão: um canal direto com apoiadores, com consentimento de quem participa.
- Lives de perguntas e respostas: a transmissão ao vivo é permitida para candidatos, conforme a norma do TSE.
- Mapa de propostas por bairro: mostra ao eleitor o que você pretende fazer perto dele.
Posso impulsionar conteúdo?
Sim, o impulsionamento pago é permitido nas condições da lei, com identificação clara de que se trata de propaganda e contratação diretamente com o provedor. Disparo em massa e perfis falsos têm restrições. Leia a resolução de propaganda vigente antes de contratar.

Sobre inteligência artificial, as normas do TSE exigem aviso explícito quando o conteúdo é sintético e proíbem deepfakes. Também é vedado simular conversa em tempo real com o candidato por chatbots ou avatares. Há ainda restrições de prazo perto da votação, que mudam conforme a resolução do ano. Por isso, confirme a regra vigente antes de publicar.
Materiais de campanha: o que comprar e o que evitar
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Priorize materiais permitidos, baratos e que carreguem o seu número e a sua mensagem. Santinhos e adesivos costumam ser o básico, desde que cumpram as exigências de identificação do material impresso, como os dados do responsável pela produção e a tiragem.
O cuidado maior está nos brindes. A Lei das Eleições veda a distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, cestas básicas e outros bens que possam dar vantagem ao eleitor, e isso pode ser tratado como compra de votos. Na dúvida, não compre.

Peça sempre nota fiscal do fornecedor e guarde o contrato. Esses documentos entram na prestação de contas.
Como escolher ideias, materiais e ferramentas
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Avalie cada ideia por custo por contato, adequação ao eleitor, esforço da equipe e risco legal. Quatro perguntas resolvem a maioria das decisões:

- Quantas pessoas essa ideia alcança por real gasto?
- Meu eleitor está onde essa ideia funciona?
- Minha equipe consegue manter isso toda semana?
- Existe alguma regra do TSE que limita ou proíbe isso?
Exemplo prático: com pouco dinheiro, uma reunião na casa de um apoiador tende a vencer um impulsionamento amplo, porque alcança menos gente, mas com mais confiança. Já para um público jovem e disperso, vídeos curtos podem render mais.
Tabela comparativa: custo, alcance e risco legal
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A tabela abaixo é uma referência geral de comparação, sem valores em reais, porque os preços variam muito por cidade e fornecedor.

| Ideia | Custo relativo | Alcance | Esforço da equipe | Atenção legal |
|---|---|---|---|---|
| Conversa de rua | Baixo | Local | Alto | Regras de eventos |
| Reunião em casa | Baixo | Pequeno, mas profundo | Médio | Sem brindes |
| Vídeo curto | Baixo a médio | Variável | Médio | Rotulagem de IA |
| Impulsionamento | Médio | Amplo | Baixo | Identificação e contratação regular |
| Santinho | Baixo a médio | Local | Médio | Dados obrigatórios no impresso |
| Adesivo | Baixo | Local | Baixo | Tamanho e local permitidos |
Checklist de campanha em 30 dias
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Com um mês pela frente, concentre-se em seis frentes, nesta ordem:
- Definir a meta de votos e os três bairros prioritários.
- Escrever a mensagem em uma frase.
- Formar a equipe e dividir funções.
- Montar a agenda semanal de contatos.
- Abrir os registros de receitas e despesas.
- Aprovar apenas materiais permitidos.

Pontos-chave
- Calcule a meta de votos com base nas eleições anteriores.
- Resuma sua proposta em uma frase que o eleitor repita.
- Registre toda receita e despesa desde o primeiro dia.
- Confira as regras do TSE antes de produzir qualquer material.
Erros comuns que desperdiçam verba e votos
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O erro mais caro é gastar sem saber onde estão os votos. Os outros costumam vir dele.
- Comprar material demais antes de ter equipe para distribuir.
- Abrir perfis digitais e abandonar a rotina em duas semanas.
- Ignorar prazos da Justiça Eleitoral e da prestação de contas.
- Prometer o que o cargo não pode entregar.
Perguntas frequentes
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Qual a melhor ideia para quem tem pouco dinheiro?
Conversas de bairro e reuniões na casa de apoiadores. Custam pouco e geram confiança, mas exigem tempo da equipe.

Posso usar inteligência artificial na campanha?
Pode, com limites. É preciso avisar de forma explícita que o conteúdo é sintético, e deepfakes são proibidos. Confira a resolução vigente antes de publicar.
Quando começa a campanha oficialmente?
A propaganda eleitoral é permitida a partir de 16 de agosto do ano da eleição, inclusive na internet.

Preciso de contador?
A prestação de contas é obrigatória e as regras de acompanhamento profissional estão na resolução do TSE. Confirme o que vale para o seu cargo e peça orientação a um profissional de contabilidade.
Quais materiais são proibidos?
Brindes como camisetas, chaveiros, bonés, canetas e cestas básicas distribuídos a eleitores são vedados pela Lei das Eleições. Na dúvida, consulte a Justiça Eleitoral.
Próximo passo
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Hoje, calcule sua meta de votos e liste os três bairros prioritários. Depois, marque a primeira conversa de escuta com pessoas de um deles.
Baixe nosso checklist de campanha e organize os próximos 30 dias.
Referências
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Resolução nº 23.610/2019 (propaganda eleitoral) e suas alterações, incluindo as relativas ao uso de inteligência artificial.
- Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).
- TSE: calendário eleitoral e resolução sobre prestação de contas de campanha.
- IBGE e TSE: dados demográficos e resultados eleitorais por zona e seção.
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